07 de abril de 2020

(Des)Abastecimento do estoque de sangue e estratégias para o aumento da doação em tempos de Covid-19

Autor: Mariluce Bomfim, Yara Oyram e Luciana Cavalcante


Atualizado em 16.04.2020

 

No Brasil, o primeiro caso de Coronavirus disease-2019 (Covid-19)1 foi confirmado em 26 de fevereiro de 2020, na cidade de São Paulo (CRODA, GARCIA, 2020). Em 11 de março de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a pandemia, fato que ensejou movimentos para o enfrentamento da situação, envolvendo diversas instituições e diferentes setores, dentre estes: instalação de comitês de enfrentamento e acionamento do Centro de Operações de Emergência (COE) do Ministério da Saúde, ativação do Plano de contingência e reativação do Grupo Executivo Interministerial de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional e Internacional (GEI-ESPII), coordenado pelo Ministério da Saúde, cuja composição conta com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), entre outras instituições e órgãos (CRODA, GARCIA, 2020; BRASIL, 2020a; BRASIL, 2020b).


O período de férias associado ao carnaval e, logo após, a ascensão do número de casos de Covid-19 confirmados no Brasil, que levou à adoção de medidas para o distanciamento social, constituem situações que interferem diretamente na disponibilidade do sangue para o atendimento às demandas hospitalares para a prestação da assistência às pessoas com doenças hematológicas e demandas cirúrgicas (oncológicas e cardíacas), ainda que as eletivas tenham sido suspensas em muitos serviços de saúde, etc. O cenário aponta para a necessidade de intensificação de estratégias de estímulo e ampliação do acesso para os candidatos/as à doação, além da manutenção de medidas de precaução nas unidades/pontos de coleta para minimização dos riscos à exposição do vírus.


Há ainda que destacar, para além da Covid-19, que está na pauta da mídia e das agendas de governo nos estados e municípios, que outras viroses e arboviroses já foram caracterizadas como epidemias em algumas realidades brasileiras e ameaçam seu retorno, portanto, merecem atenção, a exemplo do H1N1, Influenza, Dengue, Chikungunya e Zika Vírus, as quais também têm orientações da Anvisa e Ministério da Saúde sobre condições de inelegibilidade por inaptidão temporária para doação de sangue (CIOFFI, 2020).


Nesse sentido, os Hemocentros Coordenadores2 constituem-se sujeitos estratégicos e responsáveis pelo provimento do sangue e seus componentes, enquanto recursos terapêuticos, necessários ao sistema de saúde. A partir da visita aos sites institucionais dos Hemocentros Coordenadores distribuídos no país3, em seus 26 estados e no Distrito Federal, foram identificadas notícias relacionadas ao período de 26 de fevereiro à 31 de março de 2020 que tratavam sobre a disponibilidade de sangue e as estratégias que têm sido utilizadas para o enfrentamento da situação de (des)abastecimento de sangue.

 

Clique aqui para ler o texto na íntegra.



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