20 de maio de 2019

Boletim traz panorama de transtornos mentais relacionados ao trabalho

Autor: Equipe de Redação


Reações ao estresse grave e transtornos de adaptação foram os diagnósticos mais encontrados entre os transtornos mentais relacionados ao trabalho, de 2006 a 2017. E são as mulheres as mais atingidas. O Boletim Epidemiológico do Programa Integrado em Saúde Ambiental e do Trabalhador (PISAT), do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/UFBA), apresenta dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). A publicação aponta que a relação entre transtornos mentais e trabalho é ainda pouco investigada e reconhecida, além de pouco registrada.

 

As reações ao estresse grave e transtornos de adaptação – que “podem ser provocadas por um acontecimento estressante ou uma alteração marcante na vida do trabalhador, consequência de uma piora das condições de trabalho, exposição a fatores estressores e ao aumento da violência urbana” – foram os principais transtornos notificados, seguidos por episódios depressivos e outros transtornos ansiosos. A partir de 2007, em todos os anos as mulheres foram o grupo com maior número de notificações. Segundo o boletim, “a desvantagem das mulheres vem sendo descrita como resultante de iniquidades de gênero no trabalho, como o assédio moral e sexual dentre outras formas de violência”.

 

Outra questão destacada no informativo, 76% dos diagnósticos notificados resultaram em incapacidade temporária para o trabalho e 5% em incapacidade permanente, percentual avaliado como expressivo na publicação: “[...] são pessoas em sua maioria jovens, o que representa uma grande carga social dos transtornos mentais”. Apenas 10% dos casos foram considerados curados.

 

Leia aqui o boletim Transtornos Mentais Relacionados ao Trabalho no Brasil, 2006–2017

 



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