29 de março de 2017

“Desigualtômetro”: Guia mostra como construir mapas de desigualdades para municípios brasileiros

Autor: Equipe de Redação


Identificar o nível da desigualdade em cada município e como ela se manifesta na distribuição de renda, no acesso a serviços básicos de saúde e educação, na oferta de equipamentos esportivos e culturais, no tempo médio de vida da população e em áreas como transporte, segurança e habitação. Este é o objetivo do “Guia Orientador para Construção de Mapas da Desigualdade nos Municípios Brasileiros”, documento produzido pela Rede Nossa São Paulo e o Programa Cidades Sustentáveis para estimular cidades, gestores e sociedade a reunir indicadores e elaborar seus próprios “desigualtômetros”.

“No Brasil, lidamos diariamente com o abismo que separa regiões extremamente pobres de lugares que apresentam índices de países desenvolvidos. É como se Japão e Serra Leoa convivessem lado a lado, inseridos no mesmo território. Isso também acontece em escalas menores, dentro da mesma cidade. No município de São Paulo, por exemplo, 31 distritos (de um total de 96) não têm sequer um leito hospitalar. Em 34, não há parques; em 36, não há bibliotecas. Quem mora em Cidade Tiradentes, na zona leste da capital paulista, tem um tempo médio de vida de 53,85 anos; no Alto de Pinheiros, na zona oeste, esse índice é de 79,67 anos”, diz o documento, que apresenta análises produzidas a partir de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e de relatório da Receita Federal, com base no Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de 2014.

A metodologia apresentada utiliza um conjunto de indicadores relacionados aos diferentes aspectos que influenciam a qualidade de vida das pessoas com o objetivo de apontar as diferenças entre as melhores e piores regiões analisadas e viabilizar o mapeamento das mais carentes em serviços e infraestrutura. A ferramenta é aplicada há cinco anos em São Paulo e, no último ano, foi utilizada também no Distrito Federal e na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. “Essas e muitas outras informações reforçam a importância do enfrentamento à desigualdade na esfera pública e a necessidade de políticas que priorizem os investimentos nos locais que mais precisam de recursos”, aponta o guia.

Clique aqui para acessar o guia.



1810 views
comentários
compartilhar

Não existem comentários!

Postar um comentário


Antes de postar, por favor, leia nossos termos de uso.




Li e concordo com os termos de uso.

Termos de uso para publicação de comentários nos sites do OAPS e CDV


Estes são os termos de uso que orientam nossa relação no site Análise Política em Saúde, especialmente no espaço destinado a comentários. A leitura destas diretrizes é fundamental para compreensão da proposta deste espaço de discussão.


O espaço para comentários está destinado exclusivamente ao compartilhamento de informações, experiências e dúvidas, além de análises e reflexões críticas sobre temas relacionados ao objeto do Projeto Análise de Políticas de Saúde no Brasil (2013-2017), conforme disposto em documento disponível para consulta e download aqui http://www.analisepoliticaemsaude.org/oaps/quem-somos/apresentacao.

Todos os comentários passam por um processo de moderação antes da publicação com o objetivo de verificar a adequação aos seguintes termos de uso:

Não serão permitidos comentários que divulguem ou incentivem a) ações ou ideias discriminatórias em razão de raça, gênero, orientação sexual, religião, crença, deficiência, etnia, nacionalidade ou condição social; b) desrespeito à Legislação Brasileira; c) assédio, perseguição, ameaças, intimidações ou chantagem a terceiros; d) spams, conteúdos promocionais e mensagens com fins comerciais ou publicitários; e) materiais com vírus, dados corrompidos, ou qualquer outro elemento nocivo ou danoso; f) violação de propriedade intelectual ou industrial de terceiros. São expressamente proibidos comentários com palavrões ou qualquer tipo de linguagem ofensiva e/ou obscena.

Instituto de Saúde Coletiva • Universidade Federal da Bahia • Rua Basílio da Gama, s/n • Campus Universitário do Canela • 40.110-040 • Salvador-Bahia • +55 71 3283-7441 / 3283-7442
© 2018 Observatório de Análise Política em Saúde. Todos os direitos reservados.